Descanso, desliganço ou a arte de viver?

Parei esta 6ª feira, parei de tudo, ainda assim, porque a inércia da rotina no meu corpo é colossal, apenas desacelerei o suficiente para perceber, porque senti, que se não o fizer mais vezes, provavelmente a vida vai-me correr muito mal… entre rotinas familiares e profissionais, tem sobrado nada, para o meu surf, o meu ioga, a minha meditação, para a minha leitura, para o meu estudo, para a minha investigação e para o tempo de qualidade com minha mulher e amante e com os meus filhos… no corre, corre, ainda consigo ter uma média de tempo de écran ao telemóvel de 4h!!! Dá para imaginar? Estou a estourar a cabeça e o corpo a pagar, mas ao ler sobre estados de êxtase e a escrever sobre o principio biocêntrico, vem a gana toda de mudar! A primeira coisa que fiz, foi não andar com o telemóvel… ganhei 4h!!! Mas, o incrível é que mesmo parado, não parei, mesmo quieto, não aquietei, pois a inércia do quotidiano é avassaladora… um quotidiano, que sem se dar conta, exige, cobra, estimula, demanda, aprova e reprova e por mais recursos que se tenha (e eu tenho), se não se está completamente, presente e centrado (em vivência), a tua alcunha é o ‘já foste’… e é assim que me sinto: quase fui! Como ainda aqui estou, partilho-me na força da vida, que procura sempre uma forma de se expressar, saudável, plena, integrada e em busca do essencial: ação e repouso, expressão e imaginação, dar e receber, amar e ser amado, pensar e sentir…

Fui… viver isso tudo!

Nuno Pinto,

Ao ritmo da vida…

31 de Maio 2019

P.S.: só voltei hoje e tirei 2h30 de tempo de écran ao iPhone!!!

 

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